quinta-feira, 31 de julho de 2008

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<td class="titulo-noticia" align="left" background="img/fundo_colunistas.jpg" height="46" width="386">&nbsp;&nbsp;&nbsp;Sayonara Calhautd>
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<td class="texto-contato" height="40">&nbsp;&nbsp;scalhau@hojeemdia.com.brtd>
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<td class="titulo-noticia">Emprego td>
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<td colspan="2" class="texto-noticia">O período eleitoral tem sido uma boa para que muitos desempregados arranjem um trabalho temporário, ou seja, o verdadeiro bico. Mas sempre há os espertos. Alguns trabalham para um determinado candidato, e, como diz uma velha «raposa felpuda», têm dois empregos em um, pois é um espião infiltrado no comitê. Neste período de eleições, é comum o questionamento: « Como pode alguém servir a dois senhores?». Fica um conselho da coluna: vote em quem realmente trabalhe em prol do desenvolvimento e progresso da nossa cidade.<br>
<br>
Casamento<br>
Superelegante o convite que anuncia a união dos fofos Gabriela «Bibi» e Vinícius «Bino». O convite é feito por Alexandre Magno Chiste, Jaider Mendes Lima e Katia Liliane de Sousa em nome de Bibi. Convidam em nome de Bino, Liomério Lourenço Souza e Nélia Fernandes Souza. Agendei: dia 16 de agosto, às 20 horas, na Igreja Comunidade da Graça, em Governador Valadares. A recepção será no Ilusão Esporte Clube. Para os fofos que darão início a uma vida a dois desejo toda a felicidade do mundo.<br>

<br>
** Minha cidade natal, Aimorés, ganhou uma agência da AC Credi. A inauguração estava repleta de autoridades.<br>
<br>
** Em Governador Valadares vários carros de som de candidatos a prefeito já foram apreendidos, por não respeitarem a Legislação Eleitoral. O dinheiro das multas foi doado doado para instituições de caridade. Uma das agraciadas foi o Gapon, que cuida das mulheres portadoras de câncer de mama. O juiz eleitoral Roberto Apolinário está de «olhos e ouvidos bem abertos».<br>
<br>
** Sem sombra de dúvida: churrascaria na Região Leste é sinônimo de Spettus. No comando, os irmãos Alcides e Neucir Caumo.<br>
<br>
** É triste quem não tem plano de saúde e precisa usar os serviços do Hospital Regional de Governador Valadares. Aqui e no Brasil inteiro a saúde «anda mal das pernas».<br>
 <br>

** Muitas novidades irão marcar os 15 anos do evento Aplauso, uma promoção do HOJE EM DIA, em Governador Valadares.<br>
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segunda-feira, 21 de julho de 2008

SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE
SAUDADE

sábado, 5 de julho de 2008

Deus seja louvado ''da revista VEJA''


Deus seja – e não seja – louvado


Nunca entendi por que um estado laico, como o brasileiro, estampa em suas cédulas de dinheiro a inscrição: Deus seja louvado. Você não sabia? Tire uma nota de real do bolso e confira. Viu? Agora pegue o dicionário. Letra L. Laico, numa de suas mais completas acepções, significa "que é independente em face do clero e da igreja, e, em sentido mais amplo, de toda confissão religiosa".

Num país de população tão múltipla e miscigenada, não seria mais plausível que se inscrevesse nas notas de real: "Que Deus, Alá, Tupã, Oxum etc sejam louvados por quem os louva. E que não o sejam, por quem não os louva"? Claro, pois os ateus, agnósticos e descrentes são tão brasileiros e usuários do dinheiro quanto os crentes e praticantes religiosos. Talvez fosse melhor não haver inscrição religiosa alguma, certo?

Não se deve fazer propaganda em dinheiro. Ou seria admissível um Beba Coca-Cola nas notas de real? Nunca entendi por que um estado laico, como o brasileiro, ostenta numa das paredes da câmara dos deputados, em Brasília, uma imagem do Cristo crucificado. Você não tinha notado? Tente perceber, quando a televisão mostrar alguma sessão na câmara. Ou se tiver oportunidade de visitá-la pessoalmente.

Não seria mais plausível que se entulhasse a sala projetada por Oscar Niemeyer com imagens, além do Cristo, de Iemanjá, Maomé, Nossa Senhora Aparecida, Buda etc? Talvez fosse melhor não haver imagem religiosa alguma, certo? A parede da câmara dos deputados não é lugar para se fazer propaganda. Ou seria admissível um Compre as Legítimas Sandálias Havaianas na parede da casa em que se discute a política do país?

terça-feira, 10 de junho de 2008

Uma bobagem do meu dia




Chegará dia dos namorados e estarei só. Meus amigos falam que numa saída e com uma simples paquera conquistaria uma pessoa interessante. A pergunta é: eu quero?
Tantas decepções não me fizeram fechar para o amor. O fato é que não quero uma pessoa que esteja comigo somente para ganhar presente no dia dos namorados. Depois estou tão bem. Trabalhando e estudando. Nos dias de stress vou ao shopping para gastar. Uh acho chique. Muito chique. As vendedoras que falem hauhauhaua. Adoro os dias de compras. Sou um consumista de plantão que adora estravassar o stress com compras e bons tratos. Esse dia dos namorados vou me presentear com presentes que namorado nenhum poderia me dar. Willame Rodrigues

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ponto de vista: Lya Luft

Ponto de vista: Lya Luft
A pena de morte

"Não sou nem quero ser boazinha nesse assunto.
Quero pelo menos prisão perpétua, que assuste
um pouco os bandidos que se sabem impunes"

Faz alguns dias, num rompante de indignação, escrevi que deveria haver pena de morte no país para crimes monstruosos. Devo dizer que, no fundo, não penso assim. Isto é, racionalmente e calmamente, rejeito a idéia. Parece que nos países em que a pena de morte existe não diminui muito a criminalidade ou ela provoca tremendas injustiças. Vários casos de análise de DNA – desconhecida no tempo de algumas execuções – demonstraram que houve a condenação e a morte de inocentes.

Mas que neste nosso país deveriam ser instituídas leis muito mais rigorosas, isso é inegável. Aliás, acaba de ser aprovada no Congresso uma primeira medida nesse sentido. É um começo. Acredito firmemente na redução da idade em que alguém passa a ser legalmente responsável por seus atos. O jovenzinho a que também me referi na citada crônica, que com cerca de 15 anos matou dezessete pessoas, e admitiu isso friamente, dando de ombros, foi encaminhado a algum centro de ressocialização. Quinze dos crimes foram comprovados. Se não houver alguma grave interferência, ele sairá em breve, para matar, quem sabe, teu filho, tua esposa, tua neta. Os que cedo começam a matar, com ou sem influência de drogas, são pequenos monstros morais. Dificilmente se reeducam. Devem ser afastados da sociedade, realizando trabalhos físicos produtivos, como deveriam todos os presos adultos, para compensar, ao menos minimamente, uma sociedade devastada pela violência. Os crimes deveriam ser menos favorecidos por leniências e subterfúgios, e pelos mil recursos que atrapalham e inibem a lei.

Não sou nem quero ser boazinha nesse assunto. Quero pelo menos prisão perpétua, que assuste um pouco os bandidos que se sabem impunes, muitas vezes apoiados pela força inaudita do narcotráfico. Repetirei sempre, por mais que muitos se aborreçam: se cada pessoa que usa maconha ou outra droga fornecida por traficantes pensasse que a cada baforada, cheirada ou injeção está fortalecendo a criminalidade; se as autoridades conseguissem de verdade eliminar das favelas e de outros pontos o narcotráfico que ali impera e reina; se os corruptos dos altos e baixos escalões fossem punidos e não afagados, creio que se poderia controlar a violência por estes pagos.

Não posso deixar de mencionar mais uma vez a questão da educação. Os analfabetos são a grande maioria dos brasileiros. Alfabetizado não é quem assina o nome: é quem assina o nome num documento que leu e compreendeu. Portanto, que pode obter informações e fazer escolhas conscientes. As manadas de meninos e meninas que jamais entraram numa escola, ou não concluem o 1º grau e andam pelas ruas, expostas à droga e à prostituição, são uma calamidade. Se fosse possível – e com real determinação é possível – botar essa meninada em escolas em tempo integral; se fosse possível, e é, expulsar os traficantes das favelas de todas as grandes cidades; se fosse possível, e é, punir exemplarmente os corruptos públicos, dando esperança às pessoas comuns, certamente ninguém mais precisaria, como eu naquele momento de grande susto, pensar em pena de morte nem sentir que vive nas trincheiras de uma guerra insensata.

Lya Luft é escritora


Sou fanático pelos escritos de tão boa escritora por isso posto aqui o que mais amo da mesma.

Willame Rodrigues

domingo, 25 de maio de 2008

Por que se calam

Lya Luft

Fonte: Revista Veja, Edição 2060




'Quando a linguagem é simples ou até supérflua, porque o sentimento é real, podemos escutar a alma do outro na sua respiração'

A dificuldade de comunicação nos relacionamentos me fascina. A palavra não dita quando deveríamos ter falado, a palavra negada quando falar teria sido importante. O drama está em que, nos dois casos, a gente não sabia. Se adivinhava, não conseguiu agir. Os amantes a que me refiro – também num livro sobre o tema, que acaba de sair – não são apenas o casal amoroso, mas quaisquer pessoas ligadas (ou supostamente ligadas) por afeto. Isso inclui a família, meu tema recorrente: lá nem sempre reinam o afeto e o respeito.

Alguém pode cobrar: 'Aquela vez, naquele lugar, você me disse isso, e até hoje me dói'. A gente pensa, repensa, mas não se lembra: 'O que foi, quando foi? Eu jamais teria dito isso, sobretudo se ia te ferir'. Mas o outro insiste na sua dor. A incomunicabilidade é quase um estado habitual de muitas pessoas: como nascer com algum defeito físico do qual não se tem culpa, mas que chateia ou atormenta. Saber se comunicar, no trabalho, no cotidiano e na vida pessoal, é uma dádiva. Abre portas e janelas, promove generosidade e acolhimento. Mas é raro. Em geral somos enrolados, somos tímidos, guardamos velhas mágoas ou somos arrogantes, outra face da insegurança e do medo.


Trágicos desencontros podem nascer de situações aparentemente simples: pessoas comuns em sua vida sem graça, durante anos e anos de convívio sem grande conflito, pensam estar tudo bem. Então, sem nenhum sinal, uma palavra sequer, irrompe a violência, que pode ser física, ou moral, como uma traição. Uma insatisfação que já não se deixa controlar. O ressentimento explode como um vulcão de lama. Ou alguém comete a mais traiçoeira e punitiva das ações: mata-se um marido, uma mãe, um filho adolescente. Para o sempre do sempre, o peso da culpa permanece sobre os demais. Em que momento ele quis pedir ajuda e não percebi? Quando ela pensou em se abrir comigo, mas eu estava com pressa? Ontem, ainda, ele jogava bola comigo, e hoje vem a notícia de que se enforcou: o que eu poderia ter feito? A resposta pode ser um silêncio maligno que não vai se calar nunca mais.

Mas existe também o silêncio bom, que, em lugar de erguer muros, abre espaços. É a não-necessidade de falar, entre pessoas seguras do seu carinho mútuo. Elas ficam perfeitamente felizes sentadas juntas, cada uma lendo seu livro, seu jornal, fazendo seu trabalho. De vez em quando uma palavra, um gesto de afeto, e ao redor delas abre-se um círculo de harmonia. Na vida nem tudo é sofrimento, esterilidade e solidão. A dor faz parte, mas há momentos de magia para todos. Da pessoa mais simples ao mais refinado intelectual, qualquer um pode descobri-los, ou persegui-los, quando a correria, os compromissos, as pressões lhe derem um pouco de paz. Ou ela terá de ser conquistada usando-se garras, dentes, cotovelos.

Quando a linguagem é simples ou até supérflua, porque o sentimento é real e assim entendido, podemos escutar a alma do outro na sua respiração. Todo ruído, toda agitação, e até mesmo a fala, serão secundários. Os amantes não vão se calar por mágoa ou impotência, mas por que algo os expressa melhor do que as mais contundentes palavras.

Lya Luft é escritora

Viagemmmmm


E hoje?

Sei lá.

Tudo acontece e nada podemos fazer para impedir tais acontecimentos. O fato de sentirmos algo por alguém que só quer a amizade, por exemplo. Cômico demais. Acho. Por que em mim existe algo que impede ser amigo de quem tenho ou tive desejos sexuais. Não dá. Para mim não.

Se for bloqueio reclamem para quem formulou minha essência. Porque para mim não é defeito. Conheço pessoas que aceitam muito bem tal situação e admiro bastante tais pessoas. Admirar nunca foi querer ser igual. Por isso mesmo que não corrompo minha idéia. O que me faz feliz é ver no mundo pessoas tão iguais e tão diferentes. Pessoas que estão e que querem por si só desencontrar do que lhes fora destinado.

Quando fujo de querer ser amigo de quem desejo, estaria eu sendo tolo? Espero que não!

Afinal o que tiver que ser será.

Isto não acontece?

Willame Rodrigues

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Apaixonado




Estou apaixonado. E temo não ser paixão exatamente. Não quero está com a paixão mascarando uma carência. Ultimamente tenho me encontrado perdido em pensamentos envolvido por um alguém que me deixa tão bem. Desde o inicio sabia que envolveria – me. Mas nada fiz para evitar. Deixei que tudo acontecesse naturalmente. Aconteceu e agora estou aparentemente apaixonado. Com a imagem do rapaz na mente sem um minuto de ausência. Pretensiosamente penso que há reciprocidade nessa situação em que nos encontramos. As ligações que o mesmo me faz quando está só diz muito. Ou talvez seja simplesmente carência, como disse outrora.

Gosto do que sinto. De saber que tenho um novo amigo, já que é o que temos reconhecido um no outro.

Que apesar...


...que apesar da dor, às vezes é melhor ficar sozinho, que fingir. O que procuramos, afinal?

Esconder a solidão que está estampada na feição que envelhece?

Não posso concordar. Mas, a solidão tem sido companheira do homem moderno.

Explica então o fato de mesmo acompanhado com os meus melhores amigos, sinto - me só. Acontece com todos, acho.

E se você faz parte dos inteligentes e sucedidos a situação é complicada a elevadas potências.

Parece que ser melhor afasta os interessantes. O que há de errado em ser o acompanhante perfeito?

Poder dividir a conta num restaurante. Poder pagar sua entrada numa danceteria quando vamos dançar. Ou mesmo pagar tudo quando o companheiro não tiver dinheiro. E vice e versa.

As pessoas têm medo de pessoas sucedidas e se deixam levar pelas pessoas aproveitadoras. Qual o índice de pessoas boas?

Deve ser um número insignificante, diante do índice de pessoas de índole duvidosa.

Why???


Porque tal confissão me incomodou? Afinal, tanto tempo faz que sequer haveria fim, mas uma compreensão de que o cara não possuía nenhuma consideração. Gostaria tanto que meu coração pensasse o contrário.

Alguém ousaria arriscar uma opinião?

Por favor, não. Porque apenas eu, e somente eu sei o que passei. Nada que me fizesse entrar em parafusos, mas foi algo que me fez descer com costas na parede pedindo que o mesmo não saísse da minha vida.

Bom, o fato é que saiu, e isso trouxe – me emoções nunca vividas por mim. Depois de telefonemas e etc... Resolvi continuar.

O tempo não pára, mas a incerteza das minhas palavras proferidas naquele dia nunca passou. E por isso mesmo, havia em mim uma esperança de um reencontro para que eu pudesse saber o real motivo do término. Estava tão bêbado que reconheço não lembrar das palavras que disse para o cara. Aí esperava que o cara tivesse a vontade de um fim digno da intensidade que, ao menos eu, tinha pelo sentimento.

Nada acontecera. Digno de um covarde que aproveita – se de um momento para, talvez terminar algo que somente eu comecei. Com tal pensar surge em mim a incerteza de que ele não seja covarde, mas um cara que não me quisesse fazer - me sofrer, mas nada disso importa, já que nos perdemos depois daquele infeliz dia. Para mim, talvez.

Muitas emoções me vieram, mas que eu aceitasse nada. Parecia que ainda esperava um fim que eu sabia acontecer.

Nunca acontecera.

Depois de um 370 dias o reencontrei e, não percebível por mim, mas por pessoas que acompanharam toda relação que tivemos; a interpretação de que ele quisesse conversar. Não me é mas interessante.

Mudanças


Hoje eu vou mudar
Vasculhar minhas gavetas
Jogar fora sentimentos
E ressentimentos tolos...

Fazer limpeza no armário
Retirar traças e teias
E angústias da minha mente
Parar de sofrer
Por coisas tão pequeninas
Deixar de ser menina
Prá ser mulher...

Hoje eu vou mudar
Por na balança a coragem
Me entregar no que acredito
Prá ser o que sou sem medo
Dançar e cantar por hábito
E não ter cantos escuros
Prá guardar os meus segredos
Parar de dizer:
"Não tenho tempo prá vida"
Que grita dentro de mim
Me libertar!...

"-Hoje eu vou mudar
Sair de dentro de mim
Não usar somente o coração
Parar de contar os fracassos
Soltar os laços
E prender as amarras da razão
Voar livre
Com todos os meus defeitos
Prá que eu possa libertar
Os meus direitos
E não cobrar dessa vida
Nem rumos e nem decisões
Hoje eu preciso e vou mudar
Dividir no tempo
E somar no vento
Todas as coisas
Que um dia sonhei conquistar
Porque sou mulher
Como qualquer uma
Com dúvidas e soluções
Com erros e acertos
Amores e desamores
Suave como a gaivota
E ferina como a leoa
Tranqüila e pacificadora
Mas ao mesmo tempo
Irreverente e revolucionária
Feliz e infeliz
Realista e sonhadora
Submissa por condição
Mas independente por opinião
Porque sou mulher
Com todas as incoerências
Que fazem de nós
O forte sexo fraco"

Eu preciso mudar!
Eu preciso!
Eu preciso mudar!




domingo, 11 de maio de 2008

Índole

Tudo na vida é uma questão de índole. O que dizer do escorpião que detonou a si mesmo, matando a droga do sapo que resolvera ajudá-lo? Assim caminha a humanidade. Hoje eu daria tudo para confiar na minha sombra, mas nem isso é possível. Não sei o que acontece com as pessoas, e muito menos no meu intimo, o fato é que tudo anda muito complicado. Perdemos o valor para com nossos semelhantes. E não tenho nenhum orgulho, mas não posso fazer nada. Quiçá eu pudesse, mas não posso. Se bem que o que posso fazer para com os meus, faço sim, às vezes me martirizando por achar que não deveria, mas acabo fazendo. Na verdade é como se estivesse jogando um bumerangue. Ou plantando boas sementes para que minha colheita seja boa. Ou simplesmente porque minha índole é essa.

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