
Porque tal confissão me incomodou? Afinal, tanto tempo faz que sequer haveria fim, mas uma compreensão de que o cara não possuía nenhuma consideração. Gostaria tanto que meu coração pensasse o contrário.
Alguém ousaria arriscar uma opinião?
Por favor, não. Porque apenas eu, e somente eu sei o que passei. Nada que me fizesse entrar em parafusos, mas foi algo que me fez descer com costas na parede pedindo que o mesmo não saísse da minha vida.
Bom, o fato é que saiu, e isso trouxe – me emoções nunca vividas por mim. Depois de telefonemas e etc... Resolvi continuar.
O tempo não pára, mas a incerteza das minhas palavras proferidas naquele dia nunca passou. E por isso mesmo, havia em mim uma esperança de um reencontro para que eu pudesse saber o real motivo do término. Estava tão bêbado que reconheço não lembrar das palavras que disse para o cara. Aí esperava que o cara tivesse a vontade de um fim digno da intensidade que, ao menos eu, tinha pelo sentimento.
Nada acontecera. Digno de um covarde que aproveita – se de um momento para, talvez terminar algo que somente eu comecei. Com tal pensar surge em mim a incerteza de que ele não seja covarde, mas um cara que não me quisesse fazer - me sofrer, mas nada disso importa, já que nos perdemos depois daquele infeliz dia. Para mim, talvez.
Muitas emoções me vieram, mas que eu aceitasse nada. Parecia que ainda esperava um fim que eu sabia acontecer.
Nunca acontecera.
Depois de um 370 dias o reencontrei e, não percebível por mim, mas por pessoas que acompanharam toda relação que tivemos; a interpretação de que ele quisesse conversar. Não me é mas interessante.

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